Operação Prato: quando OVNIs atacaram moradores do Pará em 1977
Entre agosto de 1977 e janeiro de 1978, a ilha de Colares, no município de mesmo nome no estado do Pará, viveu meses de terror. Moradores relataram ser atacados por raios de luz emitidos por objetos voadores que sobrevoavam a região à noite. As vítimas apresentavam queimaduras, anemia e marcas físicas inexplicáveis. A Força Aérea Brasileira conduziu uma investigação sigilosa — a Operação Prato — que só virou pública décadas depois.
O início dos avistamentos
Os primeiros relatos surgiram em meados de 1977. Pescadores e moradores da ilha de Colares descreveram objetos luminosos de formas variadas — alguns redondos como pratos, outros cilíndricos — que voavam em baixa altitude sobre a região. Com o tempo, os relatos evoluíram: os objetos passaram a emitir feixes de luz que atingiam pessoas diretamente.
Os ataques e as vítimas
Dezenas de moradores relataram ter sido atingidos pelos feixes de luz emitidos pelos objetos. As consequências incluíam queimaduras na pele semelhantes a queimaduras solares profundas, dormência nas extremidades, anemia repentina, manchas circulares no corpo e, em alguns casos, desmaios. Médicos locais ficaram perplexos com os casos. Algumas testemunhas relataram que o feixe parecia 'sugar' o sangue — daí o apelido popular de 'chupa-chupa' dado ao fenômeno.
A investigação da FAB
Em setembro de 1977, a Força Aérea Brasileira enviou uma equipe sigilosa para Colares, liderada pelo Capitão Uyrangê Hollanda Lima. A missão, batizada de Operação Prato, durou quase quatro meses. A equipe coletou cerca de 500 fotografias, 16 filmagens e mais de 300 depoimentos de testemunhas. Os militares chegaram a documentar objetos em suas câmeras. Os arquivos foram classificados como secretos.
A revelação do Capitão Hollanda
Em 1997, o Capitão Hollanda — já reformado — concedeu uma longa entrevista ao ufólogo Daniel Rebisso Giese. Ele confirmou que a operação havia documentado fenômenos reais e inexplicáveis, que os objetos eram capazes de manobras impossíveis para aeronaves convencionais e que a equipe ficou assustada com o que viu. Poucos dias após a entrevista, Hollanda foi encontrado morto em sua casa, em circunstâncias consideradas suspeitas por familiares e ufólogos.
A abertura dos arquivos
Em 2004, após pressão de ufólogos e da imprensa, o Ministério da Aeronáutica divulgou parte dos documentos da Operação Prato. As fotos e relatos confirmaram que a FAB havia documentado objetos não identificados e coletado depoimentos de vítimas com marcas físicas. Os documentos mostravam que os militares levaram o fenômeno muito a sério — mas não chegaram a uma conclusão sobre a natureza dos objetos.
O legado da Operação Prato
A Operação Prato é até hoje o único caso de OVNI oficialmente investigado pelo governo brasileiro com documentação parcialmente pública. O Pará lidera o ranking nacional de avistamentos oficiais, com 137 registros entre 1952 e 2019, segundo dados da FAB. O caso de Colares foi objeto de um podcast da Globo, de documentários internacionais e é estudado por pesquisadores de ufologia ao redor do mundo.
Perguntas frequentes
A Operação Prato é a prova mais concreta de que o governo brasileiro já tratou o fenômeno OVNI com seriedade institucional. Os arquivos parcialmente abertos, as marcas físicas documentadas nas vítimas e o depoimento do próprio líder da missão antes de sua morte misteriosa fazem deste o caso mais perturbador da ufologia nacional.
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