Caso Varginha: o encontro com o ET que parou o Brasil em 1996
No dia 20 de janeiro de 1996, a cidade de Varginha, no sul de Minas Gerais, se tornou o epicentro do caso ufológico mais famoso da história do Brasil. Três jovens — Liliane, Valquíria e Kátia — relataram ter se deparado com uma criatura de aparência aterrorizante em um terreno baldio no bairro Jardim Andere. O episódio mobilizou bombeiros, militares e atraiu a atenção da imprensa internacional.
O que as testemunhas relataram
As três jovens descreveram o ser como tendo cerca de 1,6 metro de altura, corpo magro, pele oleosa de cor marrom-escura, sem pescoço aparente, com uma cabeça grande e três protuberâncias na parte superior do crânio. Os olhos eram vermelhos e grandes. A criatura estava agachada em um canto do terreno e parecia ferida ou desorientada. Assustadas, as jovens fugiram e contaram o que viram para a família. A mãe de Liliane e Valquíria, Luiza Helena, também teria avistado o ser pouco depois.
A resposta do Exército e dos Bombeiros
Segundo relatos de testemunhas e investigadores independentes, o Corpo de Bombeiros de Varginha teria sido acionado ainda na manhã daquele dia para capturar uma 'criatura estranha' em outro ponto da cidade, o bairro Santana. Posteriormente, soldados do 2° Regimento de Artilharia de Campanha (2° RAC), sediado em Três Corações, teriam sido mobilizados para recolher ao menos dois seres e transportá-los para instalações militares. O Exército Brasileiro nunca confirmou qualquer operação desse tipo.
O soldado que teria morrido
Um dos episódios mais intrigantes do caso envolve o soldado Marco Eli Cherese, de 23 anos, que faleceu em 15 de fevereiro de 1996 — cerca de três semanas após os avistamentos. A causa oficial foi leptospirose. Investigadores ufológicos, porém, questionaram o diagnóstico e levantaram a hipótese de que Cherese teria adoecido após entrar em contato com um dos seres capturados. Sua família nunca teve acesso completo aos laudos médicos, segundo relatos de ufólogos que acompanharam o caso.
A investigação de Ademar Gevaerd e Roger Leir
O ufólogo brasileiro Ademar José Gevaerd, fundador da Revista UFO, esteve entre os primeiros pesquisadores a investigar o caso sistematicamente. Ele entrevistou dezenas de testemunhas e coletou depoimentos de funcionários do Hospital Regional Samuel Libânio, onde um dos seres teria sido levado. O médico americano Roger Leir, especialista em implantes alienígenas, também visitou Varginha e concluiu que os relatos eram consistentes e mereciam investigação séria.
O que dizem os céticos
A principal teoria cética é de que as jovens teriam visto um morador em situação de rua com aparência incomum, possivelmente sob efeito de substâncias ou com alguma condição física específica. Outra hipótese levantada é que o 'ser' poderia ser um animal — como um macaco ou um gambá — visto em condições de pouca luz e sob o impacto emocional do momento. Nenhuma dessas explicações foi formalmente aceita pelas testemunhas.
Varginha hoje: turismo ufológico
O caso se tornou parte da identidade cultural de Varginha. A cidade possui um monumento ao ET no centro, museus temáticos e atrai turistas do mundo inteiro interessados em ufologia. Em 2023, o Netflix lançou o documentário 'Caso Varginha', que reacendeu o debate internacional sobre o episódio e trouxe depoimentos inéditos de testemunhas. Até hoje, nenhum documento oficial foi desclassificado que confirme ou negue oficialmente os acontecimentos de janeiro de 1996.
Perguntas frequentes
O Caso Varginha permanece como o episódio ufológico mais documentado e discutido da história brasileira. Com mais de 30 anos de investigações independentes, dezenas de testemunhas e a recusa sistemática das Forças Armadas em comentar o assunto, a verdade sobre o que aconteceu naquele janeiro de 1996 ainda está, literalmente, no ar.
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